terça-feira, 3 de janeiro de 2017

03 de Janeiro de 1935 – O Início da Viagem dos Submarinos Guarás



O Imperialismo Brasileiro no seu Auge! – rosnou a manchete do Times de Londres naquele inverno do Mar do Norte. 

No Mar do Sul do Espírito Santo o capitão Petrônio Silvianus mordeu o charuto de Cachoeira a ler o assustado periódico. Em sua volta via navios, e a água do mar mal tinha tinha espaço à mostra. Comandava a Força Submarina de Ataque e Destruição, quatorze submarinos na vanguarda da Esquadra Invasora. Os ingleses [pensou] desconfiavam da invasão mas como sempre não sabiam quando, onde, e principalmente com que força – e não saber isso equivalia a menos que nada.

Tomou um grogue de cachaça com tamarindo e com um golpe de cabeça, no comando do Maria Teresa [nomeado tolamente em homenagem a uma antiga colega à qual não se declarara] ordenou que as trinta e uma mil e cinquenta toneladas do Submersível cortassem as águas do Atlântico [os submarinos da nova Potência eram então os maiores e mais letais do mundo].

Os marinheiros se ocupavam com as bobagens de um navio e nem atentavam para o ato histórico – por muito tempo o Norte do Mundo invadira o Sul do Mundo. Agora, o Sul invadiria o Norte [os nativos atarantados seriam outros]. Nem mesmo Petrônio sabia o local de desembarque – este era um segredo que o Conselho dos Dezoito só revelaria quando o Maria Teresa cravasse 199 milhas da Costa Europeia.

De um abrigo semienterrado entre os rios Purus e Juruá o Conselho esperava – e quem os disesse nervosos arriscava-se a sumir, como os invasores sob o Atlântico.

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