terça-feira, 10 de janeiro de 2017

10 de Janeiro de 1725 – O princípio da União dos Reinos



Bonjour – disse Monsieur Louis a seu cãozinho da raça Afghan – sempre falava com o cãozinho antes de se dirigir aos cortesãos. E havia muitos deles [e havia muito suor] naquela Belém do Pará com Andirobas de quarenta metros pendentes sobre o Palácio.

Palácio Real de um dos três reinos [na verdade dos quatro] – apenas três se consideravam civilizados – o Reino do Sul [colonizado pelos ingleses de Hakluyt – a mais estável de todas as colonizações]; o Reino do Centro [habitado pelos por aventureiros das cercanias do Brandemburgo] e aquele do Norte [uma invenção de piratas de Saint-Malo  - na verdade Louis era um deles]. [O quatro Reino era o do Ocidente, ou da Terra-do-Anoitecer – o Reino dos Índios]. 

Os franceses acreditavam em si, em Molière, na superioridade do dialeto da Bretanha [que eles guardavam como um escudo contra a poluição da prosódia parisiense] e em São Luís – um nome muito comum – na verdade, metade deles se chama Luís ou Luísa, ou mais que metade. 

Juravam [sempre que desembarcavam abaixo do Equador] que sempre comeriam croissants e beberiam autênticos vinhos de Province. Mais que isso, que seriam sempre franceses.

Louis [na verdade o Regente Luís II] um dia [a olhar o Rio Guamá, não o Sena] que nunca vira o rio Sena. Não era portanto francês. E que faria a paz com os outros dois reinos [na verdade três] com os quais dividia a Terra.

A Terra chamada Brazylia que acabava de nascer.

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