sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

12 de Janeiro de 2000 – A Pouco Misteriosa Descoberta de Ucronia

As 99 versões dos Discursos Ucrônicos se reduziam [na verdade] a três, duas das quais logo se descobriram apócrifas. Outro fator monotonizante é que os Discursos  na verdade não o eram, e sim uma narrativa [incompleta e imperfeita] de um outro país, que com Brazylya teria de comum apenas [e vagamente] o território, e pouco mais.

11 dias antes o [restituído] Conselho dos 22 levantara o Controle Prévio das Informações para o Povo [que a oposição chamava Censura] para noticiar que a República do Extremo Norte reconhecera [não sem alguma humilhação] que Brazylya constituía [de longe] o líder dos Países do Centro, e que a tripla epidemia [que então grassava nas Regiões Boreais] só seria debelada com os medicamentos brazylyenses.

O Conselho dos 22 teria deixado transparecer [pois o Conselho nunca afirma nada diretamente] que Brazylya se chamaria doravente Império de Brazylya.

E como que para deitar água na fervura, um monge jesuíta [sempre eles] descobriu na catacumba da Paróquia de Nossa Senhora do Paraíso em São Paulo uma história alternativa.

Tal narrativa falava que longe de ser a superpotência e país disparadamente tecnológico que que realmente era, Brazylya [com o nome alterado] era terra pobre, em crises intermitentes, com uma população imensa de nível educacional baixo, e que vivia de produtos baratos como ferro e soja.

Desnecessário dizer que ninguém gostou disso, exceto meia dúzia de místicos. Como único efeito prático, a ideia de se proclamar o Império foi abandonada.

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