sábado, 18 de fevereiro de 2017

18 de Fevereiro de 1601 – A Primeira Universidade

Já existiam Bolonha, Paris e Oxford, mas o Conselho dos Guardiões [o nome da Corporação que na prática regia o Reino do Nor-Noroeste sob o Rei Eduardo XX] e talvez sob um imensa dor de cotovelo quis criar uma Universidade – e uma Universidade que passasse a todas. Esqueceram os lemas latinos – considerados não só batidos como fonte de azar nessa corrida pela supremacia, e colocaram na porta maior da Universidade Lateral a frase [não de Virgílio nem de Ovídio]

A ti caberá a Mediania

Esta frase não deixou de impressionar os primeiros treze estudantes, entre eles um bolsista estrangeiro [mais especificamente francês]. [A imagem de treze figuras a contemplar o frontispício já se tornou um dos quadros históricos mais que repetidos nos livros que as crianças entre bocejos têm de decorar].

Desafiados, uns poucos estudantes [da primeira e das turmas seguintes] desistiram. O resto continuou. E em sua luta para escapar da mediocridade [a que o lema de sua Universidade parecia condená-los] multiplicaram as horas de estudo e tornaram raras aquelas de sono, emendaram noites e madrugadas, ficaram sem ver a luz do sol por meses de tanto estudo, e exponencializaram os suicídios.

O estudante francês horrorizou-se com a competência brasileira [feita de dor e insensibilidade, segundo ele]. Renato Descartes retornou à Europa, tomou suas anotações feitas no Trópico e publicou o Discurso do Método. Nunca imaginou que fizessem sucesso, já que no Brasil sias ideias não eram novidade.

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