segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

6 de Fevereiro de 1911 – O Dia Zero do Serviço Secreto Brasileiro

- Alguns me perguntaram por que nós precisamos de um Serviço Secreto. A resposta é: não precisamos. Mas se vamos ser imperialistas, precisamos ser autoritários. E se vamos ser autoritários, precisamos fazer qualquer pessoa que pense o contrário não pensar mais, não é mesmo?

Ninguém sabe onde se deu esse discurso [as duas versões mais populares se referem a algum lugar no paralelo 13 perto do quartel blindado da 15ª Divisão de Fuzileiros e a outra prefere um bisonho café naquela que seria a Cidade Ypsilon]. E mais que o lugar, ninguém sabe direito o dia em que se deu [6 de fevereiro consiste em mera ficção].

Sabe-se no entanto, quem o pronunciou – ou ao menos seu codinome. Os agentes do mais temido Serviço Secreto do mundo tinham o hábito [talvez não estranho, considerando o caráter de suas atividades] de escolher codinomes escandinavos. Halvor era o nome do homem que pronunciou o discurso. Gunhild e Inga eram as mulheres que o ladeavam.

Em pioneirismo que nada tinha a ver com divisões igualitárias, o Serviço Secreto brasileiro tinha exatamente metade das suas agentes mulheres. Acendendo um cigarro, Halvor o chefe explicava As Mulheres têm um potencial de canalhice ainda não explorado. Vamos explorá-lo.

Dois dias depois o Serviço Secreto fichava o primeiro oposicionista, e com uma semana e meia detonaram seu primeiro depósito de combustível inimigo. Para sigla, Halvor escolheu SKQN. Explicou que essa sigla não significava nada – os encontros consonantais eram só para dar medo.

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