segunda-feira, 13 de março de 2017

12 de Março de 1509 – A Catedral do Vento

De todos os quatro grandes impérios consagrados na historiografia brasileira o menor [e previsivelmente o menos comentado] é o que se situava mais ao Sul, para lá do paralelo vinte e oito. Com efeito, as três outras potências que dividiam o [hoje] nacional território tinham uma origem que fazia sonhar a contadores de histórias e mocinhas em final de tarde [embora a veracidade das histórias seja (como sempre) posta em questão por alguns desmancha-prazeres].

Uma mescla de náufragos e invasores fracassados europeus com a Cultura Metal-Tupinambara gerara o [um tanto banalmente chamado] Império do Leste, que no seu auge [aproximadamente entre 1573 e 1702] ganhou o pretensioso cognome de Civilização do Amanhecer, ou Civilização Zukhare [um nome que (segundo versões) podia significar tanto projetar-se no Infinito como cuspir, e que teria dado origem ao primeiro nome, em tradução incompetente].

Além desses havia o Magnífico Império Azkidi, oriundo da junção entre invasores Quirguizes e Azginyas, e a Renovação Mandchuriana.

Contrariando esses românticos princípios de história, os habitantes do Sul nada tinham a apresentar que apelasse à imaginação. Nada de grandes cidades. Sua arquitetura [embora sólida] tinha uma característica falta de beleza, se bem que também não se destacasse pela fealdade. Sua religião nâo fazia promessas nem exigia sacrifícios.

O nome de Catedral do Vento, a seu breve reino atribuído, se deve muito mais à falta de algum outro mais adequado.

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