segunda-feira, 6 de março de 2017

6 de Março de 1477 – O Bem Pouco Provável Começo do Reino Azkidi

O ano é bem certo, mas nenhuma pesquisa seria capaz de determinar por que o dia de hoje foi escolhido para celebrar as bodas da Mulher-Primeira [título oficial da Rainha dos Timur] Atake Tynay Ulu com o Rei dos Azginya, Zigaba-Enegwe. A rainha não era jovem. O Rei estava no vigor dos seus vinte. Ambos já tinham cônjuges, mas não importava – foram repudiados para a realização das bodas, das quais uma dúzia de teorias arqueológicas tentou sem sucesso localizar o lugar, desde as cercanias da atual Araguaína até a ponta do encontro do Solimões com o Negro.

Os Timures [ou Bishkekes] já tinham esquecido seu idioma quirguiz que seus antepassados falavam quando atravessarem o Pacífico. Quando aos africanos Azginya, nenhuma teoria explicou satisfatoriamente sua vinda.

O mais humano seria os dois povos tão diversos começaram a se matar. Tal não aconteceu. Também não fizeram uma mistura lenta e difícil. Os principais dos dois lados decidiram que cada homem de cada grupo casaria com uma mulher do outro grupo, e vice-versa, quer quisessem, quer não. Os casamentos anteriores seriam simplesmente desfeitos. E para calar possíveis críticas, os próprios Rei e Rainha casariam entre eles.

Esperaram os filhos.

No espaço de uma geração surgiu um novo povo, que se deu o nome de Azkidi. No seu apogeu o Reino dos Azkidi espalhou-se dos Andes até a margem do depois chamado rio Tocantins.

A união dos dois mais antigos Estados no território nacional pode ser exemplo de pacificação, nunca de democracia.

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