quinta-feira, 13 de abril de 2017

02 de Abril de 1954 – Jovem, orgulhe-se de sua brasileira herança!

...de sua brasileira herança!

Durante todo o dia de hoje, [e por nenhuma razão especial] as rádios e televisões do regime espalharam esta mensagem, desde as margens do Mar Negro até a Ilha de Páscoa [eram as fronteiras do Brasil na época, depois da Grande Extensão para O Nascer do Sol no século XIX [era assim que eufemisticamente se denominou o domínio sobre os vizinhos do continente] e da Bem-aventurada Ação de Solidariedade para com os Povos do Grande Mediterrâneo [que os movimentos de resistência (principalmente franceses e húngaros) denominavam de Desavergonhada Invasão].

...Maldita Herança!

Foi assim que Joaquim da Silveira Terêncio-Carlos [18 anos completados ontem, nu da cintura para cima, o vapor da lavadeira automática a enxugar os jeans, a paisagem da capital à sua vista] recebeu a mensagem do regime. Era um jovem politizado. Sabia [vivia muito de seu tempo em reuniões] que o novo governo [apelidado talvez não sem razão de O Covil dos Tontos] não sabia o que fazer com a herança de poder do Conselho dos Dezoito, o regime que encasquetara a usar o poder militar do país para conquistar o mundo. Sem saber o que fazer, resolveram deixar tudo como estava.

Terêncio-Carlos [como todos]não gostava do que via. Ao contrário de [quase] todos, decidiu fazer algo a respeito. Mirou um fuzil ao lado. De fabricação nacional, como tudo.

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