domingo, 2 de abril de 2017

28 de Março de 1519 – Dos dois Lados da Igualdade

Ensaístas [com entusiasmo ultimamente contestado porém (talvez) perdoável] meteram-se a louvar o Magnífico Império Azkidi, o nome mais conhecido do antigamente denominado [com mais modéstia] Reino Azkidi.

Afirmam elas [e não o fazem inteiramente sem base] que tal Potentado [que dominou por quatro séculos os estados que compõem hoje o Norte do país] consistia em um paraíso de igualdade entre homens e mulheres, a começar da ida à escola e a terminar na propriedade dos bens. As duas únicas mulheres membros da Academia de Ciências e Letras do Brasil Verdadeiro conseguiram empurrar [em um 28 de março] uma moção de louvor a este longínquo reino, e só a mera coincidência entre o ano em que o fizeram [1919] explica porque escolheram 1519 como o ano da homenagem.

Que não era indevida, porém [talvez] eivada de exagero. Os Azkidi vieram da mesclagem [decidida pelos maiorais] entre os povos Bishkek [que eram quirguizes longinquamente da Ásia Central] e Azginya [parentes distantes dos Tutsi de Ruanda]. Uma mera necessidade de juntar [em casamentos forçados] os membros das duas etnias forçou a igualdade entre os cônjuges.

A necessidade de equilíbrio levou a que, quando um era condenado por crime, o outro também fosse enforcado, quer tivesse participado ou não. Quando um morria, o outro era enterrado vivo [pois poderia casar-se de novo rompendo a delicada união]. Este aspecto pouco agradável da igualdade tem sido [talvez compreensivelmente] esquecido.

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